A melhor comédia do ano

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Estreou na sexta-feira passada Se Beber, Não Case, comédia que promete ser a melhor do  ano e uma das melhores dos últimos tempos. O filme entrou para a história dos EUA, como a mais assistida comédia para maiores de 18 anos de todos os tempos, arrecadando 300 milhões de dólares somente naquele país. Infelizmente aqui no Brasil, algumas cenas (as melhores, cá entre nós) foram cortadas, reduzindo a faixa etária recomendada do filme para 14 anos. Mas nada que diminuisse a boa dose de risos que a comédia proporcionará a todos que forem assisti-lá.

Em Las Vegas para realizar uma despedida de solteiro, três amigos e padrinhos de casamento acabam se perdendo do noivo, após uma noitada de bebedeiras. Agora, eles precisam reconstituir todos os passos que deram para encontrá-lo. Até aí você deve estar pensando: eu já vi esse roteiro antes! Mas as situações em que esses caras irão se meter fogem a todo tipo de realidade encontrada nos famosos ‘filmes Las Vegas’. Para ter uma pequena noção:

Enfim, essa é uma daquelas comédias de soltar aquela boa risada até escorrer lágrimas pelo rosto e ter dor na barriga. Uma excelente opção para ver com seus amigos, e depois que sair da sessão narrar todo o filme novamente como se seus amigos não tivessem visto também. Confira na sequência do post uma crítica feita pelo Pipoca Combo sobre o filme.

Se Beber, Não Case
Por Arthur Melo

É tão difícil uma comédia usar da facilidade para agradar à maior parcela do grande público que, quando o faz, torna-se memorável. Surgem aí possibilidades de continuações que provavelmente não atingirão o mesmo nível do longa original, nem alcançarão o seu sucesso. Por enquanto, esses são os únicos riscos de Se Beber, Não Case, que estreia no Brasil amanhã, depois de uma surpreendente campanha nos Estados Unidos que lhe rendeu quase 300 milhões de dólares em bilheteria somente lá.

The Hangover (título original que pode ser traduzido como “A Ressaca”) possui uma sinopse que, reduzida, não é das mais atrativas, tampouco originais. Um grupo de amigos viaja para Las Vegas para a despedida de solteiro de um deles. Juntos, pretendem gastar e reaver rios de dinheiro em jogos, clubes e mulheres. Nesta empreitada, envolvem-se em inúmeros problemas que são o motivo da comédia. Fruto do contexto subestimado, surge uma comédia com piadas objetivas, claras, fáceis e não por isso ruins. Se Beber, Não Case vale-se do elemento surpresa e causa o riso com tanto preparo para tal que, em raros momentos em que não tenta ser engraçado, o é.

O trunfo do longa está no tratamento das situações não pelo roteiro, mas pelos próprios personagens. A trama não está preocupada em narrar as peripécias do grupo de quatro amigos pela jogatina e avenidas iluminadas da cidade dos jogos de azar. O alvo é bem diferente. Por um “engano”, Phil, Stu e Alan não se lembram de absolutamente nada do que ocorrera na última noite e não fazem a mais vaga ideia de onde está o noivo Doug, que deve estar no altar em um espaço de tempo relativamente curto. Os fatos vividos são omitidos e, aos poucos, vão sendo revelados ao público e aos três amigos desesperados. Phil, um professor de ensino fundamental canastrão, acredita fielmente que ao fim o resultado será positivo. Alan, um adulto com mentalidade de criança, verdadeiramente não sabe o que opinar e Stu, o politicamente correto, já acredita na morte do pobre amigo.

O bom humor, ora presente em resultados assustadores dos atos e escolhas dos amigos, ora por comentários do divertidíssimo Alan, de cara cai no gosto da plateia. As opções do roteiro são as mais estapafúrdias possíveis e, por incrível que pareça, não tão absurdas – salvo uma ou outra atitude durante a bebedeira que fora apagada da memória. O que resulta em sessões de riso que se estendem por longos minutos, frutos do choque, do absurdo e, às vezes, de uma escolha singela da direção de Todd Phillips. O que se alia sem nenhum espaço para questionamentos a escolha do elenco.

Se Bradley Cooper é o canal que passa por fora da veia cômica, preocupando-se mais com a postura incorreta de seu personagem (Phil), e Justin Bartha é o mais próximo do equilibrado ao viver Doug (que tem uma soma de minutos, obviamente, inferior aos demais na tela), Zach Galifianakis e Ed Helms como o impagável Alan e o tímido Stu, respectivamente, são o gatilho. O despreparo de Alan para o mundo adulto e real é uma fonte de comentários e dúvidas que, por mais que se entenda sua situação, não há caminho para se fugir e não achar engraçado, e isso toma proporções ainda maiores pela contraditória imagem serena de Galifianakis na tela. Ao passo que Helms, em posse do personagem mais contido, protagoniza as melhores caras e bocas que destoariam de Stu se não fossem as descobertas de suas ações na obscura noite anterior.

Com uma narração corrida, o roteiro consegue, apesar dos atropelos, encontrar respostas e explicações plausíveis para cada extravagância citada na história. E, apesar de não ter preferido optar por um caminho tão surpreendente para se chegar ao fim quanto a fórmula da comédia em si, encerra com resoluções de última hora com cabimento e ainda se reserva ao direito de continuar com os jogos cômicos nos créditos finais.

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Publicado em 24/08/2009, em Críticas, Filmes, Trailers, Vídeos. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

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