Os cinéfilos esquisitos

Gente que tem a necessidade de ser completamente diferente da massa só para dizer “eu tenho opinião própria”. Já parou pra pensar que TODOS citam algumas figurinhas carimbadas em listas de “melhores filmes”? Sabe por que? Porque eles SÃO os melhores. Críticos, público, todos dizem. Digo isso pelo fato de ter lido uma matéria de uma revista que deparava com a famigerada pergunta “quais os melhores filmes de todos os tempos”. Bem, se você está numa revista, é dever seu seguir o instinto PROFISSIONAL, não pessoal. Então amigos, dêem uma olhadinha nos 10 melhores filmes que uma moça escolheu:

A Cor Púrpura — Steven Spielberg
Fahrenheit 451 — François Truffaut
Adeus Meninos — Louis Malle
Macunaíma — Joaquim Pedro de Andrade
1900 — Bernardo Bertolucci
Fanny e Alexander — Ingmar Bergman
A Garota do Adeus — Herbert Ross
Monalisa — Neil Jordan
Eu Te Amo — Arnaldo Jabor
Bye Bye Brasil — Cacá Diegues

Primeiro, nunca assisti nenhum dos filmes citados acima, e nem estou criticando-os. Só estou tomando como base o conhecimento universal que O Poderoso Chefão I e II, Cidadão Kane, Clube da Luta.. entre outra caralhada de filme, é melhor que esses. Não sou eu que digo, são todos. Já espero ver comentários aqui exaltando os filmes acima e me chamando de ignorante por não conhecê-los. Assim, o verdadeiro significado desse post estará perdido. Estou apenas destacando a vontade enorme de alguns auto-proclamados críticos se destoarem da maioria apenas para serem os “diferentes”, os que gostam de filmes desconhecidos pelo público em geral. Ressalto novamente que não estou falando mal dos filmes acima, inclusive eu assistirei alguns pois são de diretores de meu gosto.

Agora, críticos, vocês já são uns porres de narizes empinados. Ao menos tenham bom senso.

A inveja Tarantinesca

Já tive o desprazer de ler em diversos textos – com a única intenção de querer ir contra a maré e se mostrar intelectual – de que Quentin Tarantino é uma fraude e que todos os seus filmes são cópias. Antes de mais nada, antecipo que sou um baita fã do cara, então talvez em algumas partes meu texto não seja conciso em razão da raiva. Me esforçarei. Para quem é fã, já sabe desde que decidiu se aprofundar nos confins tarantinescos do cinema que o diretor presta inúmeras homenagens em todos os seus filmes. HOMENAGENS. Os filmes blaxploitation, filmes B da década de 60, vários que o excêntrico diretor já viu, ele decide inserir em algum trecho de seu filme. E é aí que está uma das genialidades de Tarantino. Um diretor qualquer que resolvesse realizar as mesmas homenagens não conseguiria encaixar no roteiro, de forma que não só acrescentasse algo à história, como também a complementasse. E é isso que Tarantino faz. Digo mais. Digo que ele vai além.

Nos filmes, não é só uma homenagem de um só filme, são vários trechos de vários filmes que o diretor insere, e todos se encaixam de forma coesa fazendo a história ali contada crescer. Pergunto aos odiadores de Tarantino: como vocês explicam essa grande idolatração mundial ao cara? Vão querer chamar as milhões de pessoas de burras? Ingênuas? Já vi críticos brilhantes, cinéfilos muito mais cabeças que eu se rendendo ao cara, e citando tudo o que escrevo aqui. O fato não é ele “plagiar”, é ele HOMENAGEAR e ainda fazer melhor. Pois “Cães de Aluguel”, “Kill Bill”, “Bastardos Inglórios”, “Jackie Brown”, para citar alguns dos mais chamados de plágios, são filmes super conceituados, nas mais altas posições de listas mundiais e que conseguem a opinião de crítica e público. Por que os originais não fizeram sucesso? Porque eles não tinham Quentin Tarantino atrás das câmeras. Uma coisa é você copiar e difamar o original; outra é melhorá-lo.

Quem consegue armazenar na memória um banco de dados tão extenso de filmes quase que perdidos na história, selecionar as partes certas dos filmes certos e inserir-las nos pontos certos de um filme que já possui um roteiro pronto? O que está em jogo não é a falta de originalidade do cara – “Pulp Fiction” cala a boca de imediato – é a genialidade como cineasta e diretor para utilizar uma forma diferente de conduzir um filme. E isso não deixa de ser um ato original. Ninguém nunca “copiou” tanto e fez tanto sucesso. De filmes que ele dirigiu e escreveu, apenas “Jackie Brown” não causou tanto furor – porém não deixa de ser um longa agradável -, e ainda foi baseado num livro. O resto, tudo saiu da cabeça do cara. Não digam que não. Enquanto ele escrevia o roteiro dos tais filmes “plagiados”, ele puxava na memória essa vasta lista de filmes B que ele já havia visto e sabia o lugar certo para inserir.

Um dos casos mais comentados é “Cães de Aluguel”, que tem seu mote inspirado em “City Of Fire”, filme chinês de 1987 muito bom por sinal. É clara a inspiração de Tarantino, porém querer igualar os filmes é uma ofensa. À ambos. São duas histórias com premissas semelhantes, porém contada de forma diferente e com elementos narrativos inteiramente desiguais. Esse caso gera ainda mais repúdio aos textos que exaltam esse “plágio” quando percebe-se que essa é apenas uma informação passada de boca-a-boca, onde dificilmente o autor do texto já viu de fato o filme chinês. O conhecido ator Chow Yun Fat – que estrela o filme chinês – disse em uma entrevista de 1998: “Já fiquei sabendo sim dessas comparações entre ‘City On Fire’ e ‘Cães de Aluguel’. Tarantino apenas se espelhou na sinopse do nosso filme. Não conte ao Ringo [Lam, diretor do 'City on Fire'], mas acho ‘Cães de Aluguel’ muito melhor.”

Me estenderei um pouco mais e destacarei uma outra característica genial de Quentin Tarantino. Minhas palavras não são melhores que o excelente curta-metragem estrelado por Selton Mello e Seu Jorge. Assistam:

Meu texto poderia ser maior, mas acredito que frases pequenas servem para dar uma visão geral dessa inveja onda de ódio à Tarantino. O cara fez sucesso, é considerado por muitos como um dos melhores, é óbvio que iriam ter os espertinhos de sempre que afirmarão até a morte que o cara é uma fraude. O que me conforta é saber que ainda existem milhões de cinéfilos e até não cinéfilos ao redor do mundo que sabem a verdadeira mensagem das HOMENAGENS e sempre vai ser fiel à Quentin Tarantino.

A forte migração dos atores de Hollywood para a TV americana

Já há quase meio ano eu venho escrevendo para o renomado Cinema Com Rapadura, e no último mês estreei nas Colunas. O assunto é sobre as Séries de TV – na sua maioria americanas. Leia logo abaixo a coluna do último mês:

Hollywood sempre foi a menina dos olhos para quem atuava na televisão americana. Porém, nos últimos anos, o que se viu foi uma verdadeira migração de nomes consagrados – como Al Pacino (“Scarface”), Martin Scorsese (“Os Infiltrados”), Steve Buscemi (“Fargo”), entre outros – das telonas para a tela – que hoje já está bem grandinha – dos televisores. Todas essas mudanças ilustram a era mágica que vive a TV americana, com suas produções se equiparando em qualidade aos filmes norte-americanos.

Em uma entrevista concedida à Zero Hora, a doutoranda em Estudos de Televisão pela Universidade de Londres, Sheron Neves, falou sobre tais mudanças. “A TV não é mais o destino de artistas em fim de carreira, como se costumava pensar. Muito pelo contrário. Para os atores, ela hoje oferece a oportunidade de fazer algo mais desafiador e gratificante, além de uma média de 10 horas por temporada para desenvolver um personagem. O mesmo vale para produtores e roteiristas, que encontram na TV por assinatura total liberdade para experimentar, criar tramas densas e explorar temáticas tabu”, disse.

Vamos apontar os principais nomes e suas respectivas séries que estão experimentando a TV. Veja a seguir:

Dustin Hoffman foi o último grande ator que passou para a televisão. O ator, ganhador de dois Oscar por“Rain Man” e “Kramer vs. Kramer”, estreia a série “Luck”, produzida por Michael Mann (“O Plano Perfeito”). O piloto, exibido nos EUA em 11 de dezembro do ano passado, foi recebido muito bem pela crítica americana. A série, que ainda conta com o excelente Nick Nolte (“Cabo do Medo”), mostra o nebuloso e por vezes perigoso submundo das corridas de cavalo manipuladas por mafiosos. Hoffman vive Chester Bernstein, um grande apostador que sai da cadeia após três anos cumprindo pena por conta de resultados arranjados. Disposto a recuperar seu espaço, ele tenta voltar à jogatina como dono de um valioso cavalo, colocado no nome de seu motorista. Nolte interpreta um proprietário de cavalos de corrida. “Luck” é produzida pela HBO(figurinha carimbada entre as melhores séries) e estreia no Brasil em 05 de fevereiro.

A série “Mildred Pierce” ganhou cinco Emmys e um Globo de Ouro, esse último pela atriz Kate Winslet(“Titanic”), nomeada a seis Oscars e ganhadora de por “O Leitor”. Mesmo com o currículo impecável no cinema, a atriz foi outra que se rendeu aos projetos mais autorais e ousados que algumas emissoras de TV proporcionam. Em “Mildred Pierce”, uma jovem mãe chamada Mildred Pierce expulsa seu marido infiel de casa e agora terá que encontrar um emprego para dar sustento aos seus filhos, Veda de 11 anos e Ray de 7, durante a era da Depressão. A atuação de Kate Winslet se supera em muito a vista no filme “O Leitor”, até por dispor de mais tempo. Destaque também para o elenco de apoio, com Guy Pearce (“Amnésia”), outro que migrou para a TV, e Evan Rachel Wood (“Tudo Pelo Poder”).  A série será reprisada na HBO a partir de quarta-feira, dia 25 de janeiro, no peculiar horário das 20h54min.

Outra série elogiadíssma e com um ator de peso é “The Borgias”, protagonizada por Jeremy Irons, ganhador do Oscar por “O Reverso da Fortuna”. A trama é ambientada no século XV e conta a história do polêmico Rodrigo Borgia, com foco nas suas ardilosas maquinações palacianas para se tornar o papa Alexandre VI. Vale mencionar que Jeremy Irons, cuja atuação é o que carrega a série nas costas, também estrelará a adaptação para a TV da peça “Henrique IV”, de William Shakespeare. A primeira temporada de “The Borgias” foi exibida no Brasil pelo canal TCM, sem uma data de reprise anunciada. O Showtime, canal que exibe a série nos EUA, já confirmou a segunda temporada para esse ano.

Em uma das séries mais originais dos últimos tempos está Elijah Wood (o eterno Frodo da saga “O Senhor dos Aneis”). Em “Wilfred”, Ryan (Wood) é um jovem advogado colecionador de fracassos – incluindo uma tentativa de suicídio –, que de repente se vê na companhia do cão da vizinha, Wilfred. Diferentemente de todos, ele enxerga o totó como um sujeito fantasiado de cachorro. Muito bem recebida, tanto por crítica e público, a série teve sua segunda temporada confirmada. “Wilfred” é exibida todos os domingos, às 22h, pelo canal pago FX.

Por último, o melhor. Steve Buscemi já estrelou os interessantes “Fargo” e “O Grande Lebowsky”, ambos dos irmãos Joel e Ethan Coen. Ainda teve papel de destaque no elogiado “Cães de Aluguel”, de Quentin Tarantino. Porém, ele vinha sendo taxado como ator de apoio a Adam Sandler. De fato, o ator apareceu excessivamente nos filmes do comediante – “Gente Grande” e “Eu os Declaro Marido e Larry” são os exemplos mais recentes -, mas isso se deve ao fato de ele ser da “gangue” de Sandler, um dos vários amigos do ator que quebram o galho nos papeis secundários. Aliás, a sua participação em filmes de comédia somente exalta a versatilidade do ator.

Eis que ele aceita o convite de Martin Scorsese para estrelar “Boardwalk Empire”. Depois de dois anos, o ator recebe cada vez mais elogios da crítica e ainda faturou um Globo de Ouro por sua atuação. O seriado narra a ascensão de Nucky Thompson (Buscemi), o tesoureiro de Atlantic City, no submundo do crime no início da década de 20. Nucky e seus comparsas aproveitam a recém instituída Lei Seca para entrar no lucrativo negócio de contrabando de bebidas alcóolicas. Muitos dos fatos, assim como alguns dos seus personagens – Al Capone, Lucky Luciano, Arnold Rothstein, entre outros -, são baseados em fatos reais. As duas primeiras temporadas foram exibidas pela HBO no Brasil. Embora a 2ª tenha sido elogiada tanto quanto a 1ª, a confirmação de uma 3ª ainda não foi oficializada.

Esses são apenas alguns dos vários exemplos que figuram na narrativa seriada e exploram novos horizontes na indústria americana. É esperado que a televisão continue competindo de forma saudável com o cinema, afinal todo bom ator ou realizador tem sempre o espaço que merece.

Os indicados ao Oscar 2012

O de praxe seria eu anunciar os indicados da Academia ao Oscar de 2012 e tecer os comentários, opiniões e meus favoritos. O problema é que ainda não pude assistir à todos os longas indicados. Então, dessa vez, lhes divulgo os concorrentes de cada categoria, e em breve - de preferência antes da cerimônia – eu comento sobre todas as categorias e seus respectivos indicados. Com vocês, os indicados ao Oscar 2012:

Melhor filme
“Cavalo de guerra”
“O artista”
“O homem que mudou o jogo”
“Os descendentes”
“A árvore da vida”
“Meia-noite em Paris”
“História cruzadas”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Tão forte e tão perto”

Melhor ator
Demián Bichir – “A better life”
George Clooney – “Os descendentes”
Jean Dujardin – “O artista”
Gary Oldman – “O espião que sabia demais”
Brad Pitt – “O homem que mudou o jogo”

Ator coadjuvante
Kenneth Branagh – “Sete dias com Marilyn”
Jonah Hill – “O homem que mudou o jogo”
Nick Nolte – “Warrior”
Max Von Sydow – “Tão forte e tão perto”
Christopher Plummer – “Beginners”

Melhor animação
“A Cat in Paris”
“Chico & Rita”
“Kung Fu Panda 2″
“Gato de Botas”
“Rango”

Melhor atriz
Glenn Close – “Albert Nobbs”
Viola Davis – “Histórias cruzadas”
Rooney Mara – “Os homens que não amavam as mulheres”
Meryl Streep – “A dama de ferro”
Michelle Williams -”Sete dias com Marilyn

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer – “Histórias cruzadas”
Bérénice Bejo – “O artista”
Jessica Chastain – “Histórias cruzadas”
Janet McTeer – “Albert Nobbs”
Melissa McCarthy – “Missão madrinha de casamento”

Melhor roteiro original
“O artista”
“Missão madrinha de casamento”
“Margin Call”
“Meia-noite em Paris”
“A separação”

Trilha sonora original
“As aventura de Tintim” – John Williams
“O Artista” – Ludovic Bource
“A invenção de Hugo Cabret” – Howard Shore
“O espião que sabia demais” – Alberto Iglesias
“Cavalo de guerra” – John Williams

Canção original
“Man or Muppet”, de “Os Muppets”, música e letra de Bret McKenzie
“Real in Rio”, de “Rio”, música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett

Maquiagem
“Albert Nobbs”
“Harry Potter”
“A dama de ferro”

Direção de arte
“O artista”
“Harry Potter”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Meia-noite em Paris
“Cavalo de guerra”

Fotografia
“O artista”
“Os homens que não amavam as mulheres”
“A invenção de Hugo Cabret”
“A árvore da vida”
“Cavalo de guerra”

Figurino
“Anonymous”
“O artista”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Jane Eyre”
“W.E.”

Diretor
Michel Hazanavicius – “O artista”
Alexander Payne – “Os descendentes”
Martin Scorsese – “A invenção de Hugo Cabret”
Woody Allen – “Meia-noite em Paris”
Terrence Malick – “A árvore da vida”

Documentário (longa-metragem)
“Hell and Back Again”
“If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front”
“Paradise Lost 3: Purgatory”
“Pina” “Undefeated”

Documentário (curta-metragem)
“The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement”
“God Is the Bigger Elvis”
“Incident in New Baghdad”
“Saving Face”
“The Tsunami and the Cherry Blossom”

Edição
“O artista”
“Os descendentes”
“Os homens que não amavam as mulheres”
“A invenção de Hugo Cabret”
“O homem que mudou o jogo”

Melhor filme em língua estrangeira
“Bullhead” – Bélgica
“Footnote” – Israel
“In Darkness” – Polônia
“Monsieur Lazhar” – Canadá
“Separação” – Irã

Curta-metragem de animação
“Dimanche”
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”
“La Luna”
“A Morning Stroll”
“Wild Life”

Curta-metragem
“Pentecost”
“Raju”
“The Shore”
“Time Freak”
“Tuba Atlantic”

Edição de som
“Drive”
“Os homens que não amavam as mulheres”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Transformers: o lado oculto da lua”
“Cavalo de guerra”

Mixagem de som
“Os homens que não amavam as mulheres”
“A invenção de Hugo Cabret”
“O homem que mudou o jogo”
“Transformers: o lado oculto da lua”
“Cavalo de guerra”

Efeitos visuais
“Harry Potter”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Gigantes de aço”
“Planeta do macacos”
“Transformers: o lado oculto da lua”

Roteiro adaptado
“Os descendentes”
“A invenção de Hugo Cabret”
“Tudo pelo poder”
“O homem que mudou o jogo”
“O espião que sabia demais”

As 12 mulheres que queremos ver nuas em 2012

A primeira e a quinta principalmente.

Uma falha lista dos filmes mais aguardados de 2012

Tenho certeza de que foram infinitas as listas feitas dos 10 filmes mais aguardados para 2012. Mas uma me chamou a atenção pela banalidade de alguns dos elementos da lista. Esses são, segundo uma pesquisa da revista Exame, os 10 filmes mais aguardados de 2012:

  1. Sherlock Holmes: O jogo das sombras
  2. As aventuras de Tintim
  3. A Dama de Ferro
  4. Os Vingadores
  5. Faroeste Caboclo
  6. Rock of Ages
  7. O Espetacular Homem-Aranha
  8. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
  9. A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2
  10. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

A pessoa lê os dois primeiros e pensa “é, são dois filmes bastante esperado, mas tem uma cambada que será melhor, provavelmente estão a seguir…”. E eis que então você lê A Dama de Ferro, filme estrelado por Meryl Streep – a quem eu possuo uma implicância que, reconheço, não tem nenhum motivo – que narra a trajetória de Margaret Thatcher, ex-primeira ministra do Reino Unido, mostrando os preços que ela pagou pelo poder. Agora mais uma história enaltecendo o governo britânico pode ser melhor que filmes originais como A Invenção de Hugo Cabret, Cavalo de Guerra ou Millenium? Só para citar alguns que sequer foram listados. A seguir vemos Os Vingadores, uma película que tem todo o direito de estar ali, mas, talvez, numa posição maior. Depois vem um filme que será bom, porém não tanto para entrar na lista dos 10 mais aguardados: Faroeste Cabloco.

Agora uma surpresa pra mim. Um filme ao qual eu não tinha conhecimento até agora. Mais curioso ainda é o baita elenco que compõe Rock Of Ages, musical dirigido pelo mesmo responsável por Hairspray. Alec Baldwin, Tom Cruise e Paul Giamatti são alguns dos nomes. Então, para não ser um babaca que já taxa um filme sem ao menos vê-lo, não comentarei nada, apenas que a estrutura do roteiro lembra um pouco Glee e High School Musical, séries ruins que cativam o grande público. O Espetacular Homem Aranha foi um dos poucos acertos, por estar na lista e até na sua posição.

Agora é que vem meu momento mais whatthefuck dessa infame lista. Batman – O Cavaleiro das Trevas, um filme que teve 17 milhões de downloads do seu trailer no iTunes, que fechará a perfeita trilogia Batman de Chris Nolan, está, pasmem, em OITAVO lugar. Não é primeiro, nem segundo, é o antepenúltimo lugar. Em nono lugar quem aparece? Amanhecer – Parte 2, o fim (aleluia!) da pior saga fílmica já feita. ATRÁS do último filme dos vampiros que brilham no sol está O Hobbit, um filme que eu tenho certeza, desde que eu postei um vídeo no CCR, que será um marco na história do cinema.

Peter Jackson basicamente explica como as filmagens em 3D são feitas, passando também pela sala das câmeras, as quais o diretor atribuiu um nome para cada. A arte conceitual também foi comentada, sendo que essa será a primeira vez em um longa-metragem que uma arte será criada já em 3D. Outro ponto curioso foi quando os editores comentaram sobre o tamanho de vídeo que o longa está sendo filmado: 5000. Para entender melhor, o Full HD de hoje, que simboliza o máximo de alta qualidade de uma televisão, é de 1080. O vídeo encerra com Jackson dizendo que eles iriam migrar para locações na Nova Zelândia e ainda  ironizou dizendo que “infelizmente vocês ainda não poderão conferir o 3D, nem as filmagens em 48 frames e nem os 5000.”

Já que vários fizeram listas e mais listas, eu vou fugir um pouco do meu habitual e farei uma lista. Vejam então os filmes que, para mim, são os mais aguardados de 2012:

  1. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
  2. Django Unchained
  3. Os Vingadores
  4. O Hobbit
  5. Sherlock Holmes 2 – O Jogo de Sombras
  6. A Invenção de Hugo Cabret
  7. Homens de Preto 3
  8. Prometheus
  9. O Espetacular Homem-Aranha
  10. Millenium
  11. Cavalo de Guerra
  12. J. Edgar
  13. O Legado Bourne
  14. 007 – Skyfall
  15. O Homem Que Mudou o Jogo

E aí, o que acharam?

O ano começou

É, e daí? As pessoas insistem tanto em criar todo esse estereótipo de ano novo, vida nova, que acaba não percebendo que todos os anos são iguais. Eu não posso fazer aquela lista que os sabichões da internet fazem, identificando detalhadamente todos os fatos da sua vida e fazendo você pensar “Deus, isso é a pura verdade”. Não, até porque não sou psicólogo. Apenas posso dizer isso: o seu ano será o mesmo que passou! Sim, eu sei dos eventos paralelos, pequenas felicidades que ocorrem em alguma parte do ano, mas eles não são para todos e eu estou generalizando. Até porque, de certa forma, esses eventos fazem parte das normalidades anuais. Terão as decepções e as felicidades, ainda acham que não é igual?

Já que cinema é o que me agrada (além de mulheres, mas eu estou namorando, então não é algo muito aconselhável ficar comentando), vamos para ele. O cinema, ao contrário da sua vida, é muito diferente. 2011 foi um saco. Teve sim filmes bons, mas nada empolgante. Nesse ano a situação já é oposta. Já agora no início temos Sherlock Holmes 2, A Invenção de Hugo Cabret, J. Edgar, Millenium, Os Descendentes, Cavalo de Guerra, O Homem Que Mudou o Jogo e Os Vingadores – eu devo ter esquecido de algum, com certeza. Mais além, Homens de Preto 3, a aguardadíssima ficção Prometheus, o novo Homem-Aranha, o futuro terceiro melhor Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Completando o ano ainda teremos Bond 23, O Hobbit e Django Unchained. Esse último disputará com Batman o título de melhor filme do ano. Quentin Tarantino com o elencaço recrutado? Não preciso mais dizer nada. Alguém tem dúvidas de que esse será um maravilhoso ano para quem gosta de sentar numa confortável poltrona e comer pipoca olhando para uma gigante tela onde o melhor da vida nos é transmitido por atores e diretores?

No mundo das séries, o mais empolgante de 2012 será a volta de Mad Men, que, sem motivo algum, deixou 2011 passar em branco. Além disso, teremos a volta de Boardwalk Empire, Dexter, Game Of Thrones, The Mentalist e Person of Interest. Um pequeno detalhe para quem é fã de Dexter: eu estava vasculhando o IMDb logo depois que o último episódio da série foi lançado, e um pequeno spoiler foi entregue no título do primeiro episódio da 7ª temporada. “Doakes Returns” é o nome, que foi retirado rapidamente do ar. Doakes, para quem não se lembra, era o sargento linha dura das duas primeiras temporadas de Dexter, e o único que descobriu a verdadeira identidade do nosso anti-herói. [SPOILER] Como ele foi morto por Dexter, eu interpretei o título como um paradoxo, indicando que o mesmo conflito que Dexter possuía com Doakes agora se desenrolará entre ele e sua irmã Debra, já que agora ela sabe quem Dexter é na verdade, no final “quebra-queixo” da 6ª temporada. Suposições meus caros, suposições. Mesmo assim, a sexta temporada ainda não resgatou a qualidade infinita que as duas primeiras nos apresentaram. Quanto às outras, vemos histórias construídas para atingir o clímax, com destaque para Boardwalk Empire e Person of Interest.

Quase que igual à Dexter, o final da 2ª temporada de Boardwalk foi chocante. Nucky Thompson matou Jimmy Darmody! Para quem achava que, pelo que a temporada aparentava, Nucky iria sucumbir e Jimmy tomaria o poder, vemos no final do último capítulo Nucky, interpretado cada vez melhor por Steve Buscemi, brindando com seus comparsas a retomada do poder. Além disso, será interessante ver o agora ex-agente Nelson Van Alden resolver sua vida como um fugitivo da lei que ele tanto defendeu. Meu palpite? Vai entrar pro crime organizado.

Agora vamos para minha mais agradável surpresa de 2011. Person of Interest estreou sendo taxada de mais uma procedural, as séries em que a história acaba no fim do episódio. A partir do sétimo episódio, se eu não me engano, vemos a série tomar um rumo totalmente linear, quando o chefe da Máfia Elias entra para a história. Outro momento emocionante – pra mim – foi quando o ator Alan Dale participou de um episódio. Para quem não se lembra, ele interpretava Charles Widmore em Lost, arqui-inimigo de Benjamin Linus, interpretado por Michael Emerson, que é um dos protagonistas de Person. Ver os dois novamente juntos relembrou muitos bons momentos. Mas cansei de dar spoilers, como a série está no início ainda, baixem e assistam!

Eu comecei a escrever isso há uns 4 dias e só fui me lembrar que esse texto existia agora. Bem, o que mais? Temos uma promessa de lançamento de um novo álbum do U2 para o fim de 2012. É só disso que eu me lembro (agora) meus queridos. Tenham um ótimo 2012, mesmo que ele seja igual. Ah, e NÃO, a merda do mundo não vai acabar em 21 de dezembro porque o calendário Maia acaba nessa data. Tentarei explicar: já perceberam que na maioria dos celulares – o meu é antigão, talvez já tenha mudado – o ano acaba em 2099? Então isso quer dizer que o mundo vai acabar em 2099 porque a civilização Nokia disse? Então fiquem quietos os idiotas que acreditam nessa baboseira e deixem nós vivermos nosso ano em paz!

O trailer do futuro terceiro melhor filme de todos os tempos

E falo sem medo! Digo em alto e bom som: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge será o terceiro melhor filme de todos os tempo – obviamente, nunca alguma película superará a perfeição máxima de O Poderoso Chefão 2 e O Poderoso Chefão, nessa ordem. O filme tem o melhor diretor e roteirista da atualidade em Hollywood, que, combinado à história do melhor anti-herói do mundo, produzem o futuro melhor filme. Nunca, em toda a história centenária do cinema, um filme foi tão aguardado. E. ao contrário de seus antecessores, Batman não decepcionará quando for assistido. Por que? Simplesmente por ser um fato quase que escrito nas regras de um livro de que esse será um épico do cinema, à altura de Casablanca, Cidadão Kane e Pulp Fiction.

Christopher Nolan conseguiu a façanha de transformar um blockbuster, um gênero quase que proibido nas listas cults dos melhores filmes, num item obrigatório na coleção dos próprios organizadores das tais listas. Batman agora é cult, escrever ou citar as frases do Coringa está entre as atividades mais praticadas no Facebook pelos auto-intitulados pseudos. Aliás, me prolongando um pouco mais, estou farto dessa ondinha estúpida de gente que se diz intelectual e culta na internet. O meu próximo post será sobre isso. O que eu dizia? Ah sim, sobre a genialidade de Christopher Nolan. Ele é o tal de Hollywood, o melhor. Talvez Insônia seja seu único revés, porém não deixa de ser um filme agradável. O resto, majestosas contribuições. Conciliam qualquer tipo de qualidade técnica e visual, mesclando com perfeição tudo o que os irritantes críticos gostam de tripudiar. A maioria do que digo aqui é totalmente proveniente da minha cabeça, porém quando digo que Christopher Nolan é um dos maestros cinematográficos da atualidade, esse é um pensamento compartilhado por muitos. Nolan consegue produzir um filme fluente, daqueles que quando acaba você fica triste e diz que quase nem viu o tempo passar. Ele sabe a hora certa de cortar, da posição ideal da câmera, do roteiro perfeito que condiz harmoniosamente com o que se passa na tela. Christopher Nolan é o Leonardo Da Vinci dos cinemas.

Depois de todo esse ode que retratei, assistam o trailer da próxima obra-prima de Nolan:

As apostas para o Globo de Ouro 2012

Não sei nem porque estou escrevendo esse artigo. É mais mesmo na obrigação de cinéfilo e blogueiro, e também pela importância do Globo de Ouro. Tudo porque boa parte dos filmes e atores indicados eu não assisti. Literalmente nenhum dos filmes indicados a Melhor Filme eu assisti, por pura relapsidade minha. Talvez nem tanto, já que eu tenho assistido muito mais às séries e me desliguei momentaneamente do mundo do cinema. Portanto, julgarei somente a categoria de Séries.

Começamos pela categoria que mais me interessa no momento: Melhor Série Dramática. Duas séries disparam como favoritas. São elas, Boardwalk Empire e Game of Thrones. Por alguma razão desconhecida eu parei subitamente de assistir a segunda, porém o material que meus olhos viram foi de uma impecável qualidade. Voto em Boardwalk Empire simplesmente por eu ter acompanhado religiosamente toda semana a segunda temporada – ótima, mas não melhor que a primeira. A categoria de Melhor Ator em Série Dramática talvez seja a mais disputada e acirrada. 3 dos 5 indicados possuem chances praticamente idênticas. Novamente, vou de Boardwalk Empire, com Steve Buscemi. Sua atuação como Nucky Thompson está sendo memorável. Quando todo mundo considerava Buscemi como um daqueles atores secundários dos filmes de Adam Sandler, ele cala a boca de muitos e se torna um dos mais conceituados atores no momento.

Por último, gostaria de revelar minha incredulidade por Kelly MacDonald ter sido indicada como Melhor Atriz Coadjuvante. Além de sua indicação estar errada – ela é claramente a atriz principal -, sua atuação é fraca, com expressões repetidas e prontas.  Muito superior à dela foi a atuação de Gretchen Mol, que interpreta a mãe jovem e linda de Jimmy Darmody (Michael Pitt). Ela foi o equilibrio entre as atuações masculinas, que, mais uma vez, se sobressaíram.

O Globo de Ouro será o mesmo de sempre: dificilmente o ganhador de Melhor Filme será o mesmo a ganhar o Oscar e provavelmente ambas as categorias de atuação refletirão no resultado do prêmio da Academia. O que importa é que a festa ajuda a celebrar o cinema mundialmente, expandindo cada vez mais as maravilhas da maravilhosa sétima arte.

Aos boleiros de plantão

Você é boleirinho? Faz hang-loose? (porque agora é sinal de boleiragem, não mais de surf) Então esse vídeo é pra você:

Podem fechar as bocas agora…

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